Vidência: Vejo um tribunal e um general da época da ditadura no Brasil, sendo julgado por suas vítimas, que pediam para ele condenação à prisão perpétua. Havia no tribunal Irmãos Superiores que acompanhavam o julgamento, falando em nome da Luz.
Após alguns momentos, o general se levanta, e o que ele disse, tentarei descrever:
A todos aqui presentes, digo que não reconheço a legalidade deste Tribunal, visto estarem todos lutando por vingança, e a justiça aqui não faz morada.
Não me arvoro Anjo, mas tampouco sou Demônio.
Segui, durante o meu governo, o que minha consciência ditava, e o que a vida e a formação de militar me ensinou.
Injustiças foram cometidas sim, pois que comandava uma nação de homens e mulheres, bons e maus. Arbitrariedades sempre acontecem quando se envolve mando, poder, e nem sempre se pode escolher a quem delegar autoridade.
Não confio na história, visto que absurdos e inverdades são ensinadas a assimiladas pela "massa", que é facilmente manipulada por mentes hábeis.
É certo o meu exílio, não porque vocês assim o querem, mas por faltas e omissões cometidas por mim em viva consciência. Não serão vocês, tão imperfeitos e infelizes como eu, que conduzirão o meu destino. Pergunto eu: o que fazem aqui os dedos que me apontam neste "Tribunal dos infernos"?
Confio e me entrego a Justiça Divina que aprendi a respeitar, e a Ela sigo sem temor.
Garrastazu Médici
GESH - 24/02/2012 - Vitória, ES - Brasil