Irmãos,
Sobre a Centelha Divina de Luz, mônada indestrutível, que jaz dormente dentro de vós, erguestes grossas e grotescas camadas de substância dura, fruto de vossos incontáveis erros e desregramentos.
Quando, finalmente, depois de muito errar, a criatura decide-se por fazer brilhar aquela luz íntima, necessita livrar-se antes, de cada centímetro de casca grossa sobreposta à centelha de luz.
Trabalho árduo.
Tarefa difícil, diante da qual, a maioria sucumbe, adiando o inevitável.
À mente do portador da Centelha dormente, uma vez decidida, acercam-se dela inúmeros irmãos, centelhas amigas, que viveram experiência semelhante e procuram ajudá-la. Mas, a mente ainda nebulosa, envolta pelas neblinas de pensamentos turvos e desarmoniosos, demora-se a compreender que nada fazemos sozinhos e que tudo no universo é cooperação, participação e ajuda recíproca.
O candidato a anjo demora-se, mais ou menos, na compreensão de que, somente em conjunto podemos avançar, pois é no amparo mútuo que sustentamos nossas energias ainda fracas e facilmente abaláveis.
Uma vez reconhecendo a necessidade de ajuda, o candidato à angelitude passa então, a trabalhar dedicadamente, tentando recuperar o tempo perdido na ignorância. Então, nova lição o alcança desvendando para ele a realidade de um tempo que não é o da vontade caprichosa dos homens, porém, da Vontade Excelsa do Criador.
Aprendendo a conhecer-se, valorizar e aproveitar sua nova visão do tempo, a criatura encontra a serenidade dos que aprenderam a servir com fé. A partir daí, passa a integrar as "Equipes de Trabalhadores Espirituais", cujas reencarnações, gradativamente, tornam-se mais e mais esparsas, destinando-se, apenas aos resgates inadiáveis de que necessitam para avançar, limpando as impurezas e resíduos deletérios aderido à alma.
Vedes que, entre este e aquele momento, muito esforço será empreendido, pois sem dedicação permanente e vontade renovada não há programação de vida que resulte em sucesso e progresso realizado.
Sede fortes diante de cada etapa que vos chega.
Sede corajosos ao vos desnudardes diante de vossas consciências.
Sede humildes ao vos defrontardes com vossas mazelas, pois a dantesca visão, acordar-vos-á a tendência de acobertardes por orgulho, vossos defeitos. E, sem enxergá-los com clareza, como cauterizareis vossas feridas?
Em tudo sedes mansos e obedientes ao Criador, pois Ele, mais do que todos nós, sabe do que necessitamos.
Paz sempre.
Rampa
GESH - 30/01/2008 - Vitória, ES - Brasil