Paz a todos.
Estar aqui me faz recordar do dia em que nos conhecemos e bravo, quase impedi que a caridade, sopro do próprio Criador, acontecesse.
Bendita hora em que cruzaram meu caminho. Hoje sigo feliz, trabalhando em favor do povo indígena deste e do outro plano.
Compreendi que somos muitos mais do que aquela pequenina aldeia que eu comandava. Nossos parentes são muitos e estão espalhados por toda parte e é igual a carência que enfrentam.
Carecem de respeito, carecem de tratamento com dignidade, carecem de apoio e ajuda para compreender esse mundo de branco cujo sentido há muito se perdeu no vento.
Já participei de muitos encontros no plano espiritual contando com a participação de pajés e caciques do plano físico e estamos procurando estimular a união.
Fazer entre índios o que brancos ainda não aprenderam: unir as forças para lutar pelos motivos que são necessários, para a vida digna do povo indígena e estamos conseguindo.
Agradeço e saúdo as irmãs por essa minha vitória pessoal.
Hoje luto com outras armas e se sou bom guerreiro é porque aprendi a lutar no Exército do Cristo.
A paz é nossa meta, só haverá paz quando a igualdade deixar de ser discurso e se tornar realidade.
Paz a todos.
Thuerê
(Cacique da Tribo dos Kay-Gang, Sul do Brasil)
Um recado gostaria de deixar ao amigo Cacique (da aldeia indígena Caieiras Velhas): diz a ele que não é bom ficar no meio do caminho.
Médium: Mentalmente disse a Thuerê que o recado estava muito confuso e perguntei se ele não poderia explicar melhor. Então ele disse:
Dizer a ele que índio quando sai de casa, ou volta pra casa, ou encontra nova casa. Índio sem terra não é índio, perde jeito de índio.
Thuerê
GESH - 05/07/2008 - Aldeia Indígena Caieiras Velhas - Município de Aracruz - ES - Brasil
Obs.: Visita do GESH a aldeia indígena Caieiras Velhas no Município de Aracruz - ES em 05/07/2008